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quinta-feira, abril 10, 2003

 
Hameauprutser

O céu estava vermelho e sedutor quando chegaram na vila dos Gnomos. Diferente das tocas na terra e dos pequenos seres sorridentes e acolhedores que esperavam. Os viajantes encontraram muros de pedra e ferro que insinuavam uma fortaleza que começava na superfície e, possivelmente, cobriria boa parte dos subterrâneos abaixo de seus pés.
Voz da Terra inalou o ar quando já podiam avistar, ao longe, os olhos dos soldados que protegiam o portão. O cheiro do lugar lhe trazia recordações ruins da masmorra, ferro fundido, carvão e fumaça. Este lugar soava como um campo de batalha onde a natureza perdia espaço pra uma construção feita por mãos de gnomo. Podia sentir nos pêlos do braço os gemidos das forças da natureza, mas também podia ouvir o suspirar de espíritos abstratos demais pra ele. Voz da Terra fechou os olhos e pediu pra não sentir mais nada até que pudesse se afastar daquele lugar esmagador.
Franco Castela estendeu os dedos para sentir se haviam emanações do mal naquela cidade, e gostou do que sentiu. Os Gnomos eram conhecidos por suas criações curiosas, dignas das mais entorpecidas mentes dos gênios humanos. Eram um povo religioso, que seguia o ensinamentos de Zarkan, ainda que o chamassem por seu próprio nome gnômico. Zarkan era um deus caprichoso que incentivava que nada permanecesse da forma como a natureza o criou, incentivava que nenhum ser deveria se contentar com aquilo que recebia, que a inteligência aplicada ao talento tornavam-se o diferencial entre aqueles que sobreviveriam no mundo, e aqueles que se tornariam presas.
Não, os Gnomos não eram predadores, mas, usavam de seus talentos para transformar ferro em rodas, alavancas, pesquisavam conhecimentos que beiravam a magia, e faziam carros andarem alimentando-os com água quente, fogo e vapor. Suas armas mal podiam ser reconhecidas como tal, pois nem sempre apresentavam lâminas.
Para Brisa, tudo era novo. O contraste entre a reclusa vila gnômica e os portões abertos e convidativos de Mirastey o faziam cogitar o quanto conhecia pouco do mundo. Afagou a cabeça de Furioso que também não apreciou o cheiro, e segurou seu pescoço para que este não voltasse por onde veio.
Kumai se adiantou a todos e sorriu, durante os dois dias de viagem, Xangô havia se afastado bastante, e, se pudesse ficar mais algum tempo sem chamar sua atenção, talvez até pudesse voltar ao normal por mais alguns meses.

Eu acho que posso falar com eles com mais facilidade que vocês, eles parecem entretidos demais em seu trabalho pra não se encantar e maravilhar com uma boa história. E afinal de contas o que devemos roubar lá dentro?

Não sei o que é, e realmente não gostaria de entrar na cidade deles planejando rouba-los dessa forma.

Franco levantou a pesada Manopla de ferro que protegia seus dedos e franziu as sobrancelhas

Não vamos roubar nada, nem pense nisso. Estamos numa missão de boa vontade e não gostaria que ninguém aqui se esquecesse, Kumai? Por favor.

Diga que é aliado do clã Grundason…

Eu também quero falar... Não confio em seu bom senso.

Durante os dois dias de viagem, Harumi e Kumai começaram a estabelecer uma amizade curiosa. Uma eterna disputa entre as formas com que Kumai deixava a Elfa sem graça, e a forma como ela tentava ser rude com ele. Mas a cada investida mal sucedida, Kumai sentia-se mais incentivado a brincar com a elfa, tentar se aproximar dela, enquanto a Elfa sentia mais dificuldade em controlar o sorriso diante das palavras do Bardo.

Vem comigo? Sabia que você não pode ficar longe de mim.

Quero ver você sorrir com este berimbau enfiado na orelha…

O casal seguiu por algum tempo, seguidos por Voz da Terra e os irmãos Castela que vinham logo atrás, até que chegaram a poucos passos de distância dos portões da vila, dois soldados Gnomos faziam a guarda, vestidos com curiosas armaduras de aço com diversos outros adornos pendurados. Assemelhavam-se a um grande armário de cozinha onde se pendura talheres e panelas indiscriminadamente, e carregavam pequenos bastões com lâminas e correntes, que Kumai não pode entender como poderiam ser ameaçadores.

Boa tarde rapazes, sou Kumai de Xangô, estamos numa missão diplomática, vindos de Mirastey e gostaríamos de dividir gestos de cooperação e boa vontade com esta bela vila

Harumi olhou para Kumai com profunda desaprovação, como o Bardo podia por tudo a perder com tão poucas palavras?
Kumai, percebendo que devia ter feito algo errado, mas sem saber exatamente o quê, tentou se lembrar se haviam combinado algo, e lembrou do conselho de Brisa.

Ah, e acabamos de vir da cidade dos Anões, o Clã dos Grundason enviou felicitações e votos de boa sorte.

Os soldados se olharam confusos, tentando entender como um enviado da cidade da inquisição estaria vestido de forma tão inadequada, e acompanhado de uma elfa dourada.
Harumi sentiu vontade de arrancar o sorriso do bardo, acostumado a mentir sob qualquer circunstância. Sorriu para os soldados tentando dar uma falsa credibilidade a conversa, e amaldiçoou a si mesma por não ter tentado enfeitiçá-los quando teve chance, agora seria arriscado demais.
Os Soldados prosseguiram com o procedimento de praxe. Apontaram suas armas aos prisioneiros enquanto um deles assoviou em sinal de alerta.
Em poucos momentos, dezenas de escotilhas se abriram nas paredes de ferro e surgiram setas de besta apontando para os visitantes.

Cometemos algum crime, senhores Soldados?

Kumai arregalou os olhos, confuso pela recepção extremamente menos amistosa do quê esperava, e estava acostumado. Ergueu os braços enquanto os portões se abriam e mais Soldados gnômicos armados iam saindo.

Não há crime, mas, em tempos de guerra, todo cuidado é pouco… vocês podem manter suas armas, mas permaneçam com as mesmas guardadas.

O grupo passou pelos portões da cidade enquanto os Gnomos os cercavam. Após as muralhas de ferro cobertas por escadarias e elevadores de corda. Os viajantes puderam ver pequenos traços da genialidade dos Gnomos. Moinhos levando água para todas as casas enquanto a força dessa água é usada para movimentar roldanas. Algumas das casas, provavelmente as mais humildes, foram construídas dentro da terra como tocas, enquanto as maiores se erguiam no céu como grandes torres de aço fumegantes.
As construções estranhas se amontoavam por todos os lados, como se os Gnomos tivessem métodos próprios para desenvolver suas tarefas, desde criar galinhas até construir catapultas.
Os soldados os levaram até um Gnomo, também vestido com armadura completa, que carregava diversos símbolos no peito, provavelmente demonstrando a todos sua bravura em combate ou coisa semelhante.
Estas pessoas dizem ser enviados de Mirastey senhor.

Os Soldados apresentaram os viajantes como se fossem prisioneiros, Voz da Terra cogitou durante alguns segundos puxar o arco e tentar sair dali, mas o Comandante dos Gnomos foi mais rápido.

Desculpem as maneiras, mas estas são necessárias. Sou Sebastien Zuberbuhler, Comandante da brigada de defesa dos portões. Esta é a vila de Hameauprutser. Aceitem meus cumprimentos em nome de Vossa Majestade Zwissyg

Kumai se adiantou para falar, porém Franco acreditou que o momento das mentiras já havia passado. Segurou o ombro do companheiro e se adiantou.

Agradeço sua hospitalidade. Sou Franco Castela de Mirastey. Venho em missão de Paz e peço um auxílio. Precisamos chegar aos longínquos portos do Norte antes que um cavaleiro Assírio o alcance… ele partiu de Zakyno a alguns dias e não teríamos como reconhecê-lo no trajeto. Ouvimos dizer que vocês podem nos ajudar a chegar lá de uma forma mais rápida que um homem viajando a cavalo.

Você é bem direto pra alguém que pede favores… .

Gravsten Grundason nos enviou, disse que vocês lhe deviam algo e que consideraria a dívida quitada se nos ajudasse.

Franco fitou Brisa e iria contradizê-lo, mas novamente o Comandante foi mais rápido.

Pra lhe ser sincero, nós temos meios de levá-lo até lá. Mas infelizmente a dívida que temos com os Grundason não vale tanto. Vocês devem imaginar que instrumentos como estes fazem uma enorme diferença pra qualquer exército, seja para movimentar tropas, seja para espionagem.

Nós estamos dispostos a recompensar seu auxílio de qualquer forma possível que esteja a nosso alcance... em nome da Deusa. Muito está em risco.

Franco fechou os olhos e abaixou a cabeça depositando todas suas esperanças.
Zuberbuhler abriu os braços e sorriu como se dissesse, o quê mais nós podemos querer?

Somos um povo muito isolado como bem sabe... Não acredito que haja muito do mundo de fora que possa nos ofertar, a não ser quê possa fazer com quê o fogo queime mais quente ou que os Assírios esqueçam que um dia existiram Gnomos sobre esta terra.

Brisa refletiu em alguns momentos, lembrando do morcego lhe concedendo seu radar... e Voz da terra assobiando para que suas flechas fossem guiadas pelo vento. Por quê não? Não teria nada a perder...

Sim, eu posso fazer o fogo queimar mais quente!

Não é assim que as coisas funcionam Brisa! Você não vai conseguir o quê pretende... e vai se afundar num poço negro maior do quê você mesmo...

Vou encarar como uma aposta... Aceito o desafio...

Voz da terra cobriu o rosto e suspirou de raiva ao sentir em quê tipo de caminho sem volta Brisa estava se metendo, era seu pupilo e estava querendo torcer as regras antes de conhece-las... Voz da terra não podia cometer os erros em nome de brisa... mas teria e chorar cada lágrima por ele...




Hameauprutser

Um conto sobre duvidas, caminhos e descobertas.

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