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segunda-feira, maio 19, 2003

 
Fallacia

Gnomos são seres de outro mundo.
O Implemento que havíamos conseguido com o truque de Brisa era um grande barco pendurado num balão. De acordo com os Gnomos, aquilo poderia voar a uma certa velocidade, mas com certeza iria alcançar o cavalo do Assírio, pois poderia continuar voando mesmo enquanto nós dormíamos, e teríamos de parar apenas ocasionalmente para conseguir comida e lenha.
Tivemos de passar dois dias nos preparando pra viagem, Franco Gastou suas últimas peças de ouro com acomodações para todos nós e mantimentos, além de gastos com os curandeiros locais. Tanto o Paladino quanto a bela Elfa Dourada se dispuseram a aprender a manejar a nave, que foi batizada de Fallacia. Acredito que queira dizer alguma coisa na língua dos Avariel pais de Brisa. Ainda assim, o garoto não parecia nada contente com sua vitória.
Já eu? Bem, com dois dias livres e sem ninguém no grupo desocupado pra poder me fazer companhia, senti-me obrigado a dar algumas voltas pela cidade pra conhecer melhor os Gnomos. A princípio procurei por mulheres, dança e bebida, mas, infelizmente, tive de me contentar apenas com os dois últimos. Não que eu tivesse algum problema com mulheres pequenas, pelo contrário, já tive mulheres de todas as cores, raças e tamanhos. Me atraí muito mais cheiros do quê aparência, mas as Gnomas aparentemente não se vendem a estrangeiros, ou talvez o problema seja apenas com humanos. Realmente não fiquei pra descobrir. Voltei pra estalagem no primeiro dia com bem mais ouro do quê todas as economias de Franco juntas. Afinal, se as dele estavam acabando alguém teria de bancar a viagem não? Mani me ajudou a coletar e contar as moedas enquanto eu me recuperava da bebedeira e me preparava para o segundo dia de trabalho. Porém a vagabunda me encontrou primeiro. Desde que fugi de Obaia, minha cidade natal no continente negro, eu senti que eles não iam me deixar em paz. Claro que Pai Ereauê abusou dos pobres coitados, mas eu realmente, sinceramente não havia feito NADA ainda. Droga! Não havia cometido os crimes que os outros filhos de santo são acusados, não tinha nem tido tempo pra me acostumar e abusar do poder.
Quando cheguei na taverna, ela estava lá, brincando com um cacho de uvas enquanto sorria pra mim com aquela maldita expressão de “peguei você rapaz”. Eu sentei assustado, não podia sair naquele momento pois ela me seguiria e me mataria, mas também não podia simplesmente ficar sentado esperando até a noite acabar, os bêbados estarem dormindo e ela vir atrás de mim e me matar de uma forma ainda pior.
Yá Kamorodé era uma filha de Oxossi que havia se especializado em caçar cabeças, e tinha um faro sobrenatural para perseguir fugitivos. Eu imaginei que haveriam de enviar alguém atrás de mim, mas não que eu era tão importante ou perigoso pra enviarem justo ela.
Que motivo idiota pra me sentir importante.
Cochichei alguma coisa no ouvido de Mani e tentei a idéia mais batida que eu lembrei na hora, começar uma briga. Yá Kamorodé era extremamente inteligente e não cairia fácil neste truque. Levantei o berimbau e bati nas costas de um sujeito bêbado, de modo que o golpe viesse de outra direção, calculei que o bêbado iria virar e acertar um soco em seu companheiro sem se preocupar em verificar de onde veio o golpe ou por quê. Nesse ponto eu tinha uma vantagem pis com certeza havia freqüentado mais bares e conhecia mais o comportamento dos bêbados que a caçadora.
Ela percebeu meu truque e caminhou em direção a porta. obviamente ela não perderia o seu tempo passando no meio da confusão, entre os brigões, pra me alcançar, sabendo exatamente pó onde eu tentaria fugir.
Mani fez sua parte e derrubou um barril de vinho no chão pra aumentar a confusão, eu murmurei algumas palavras a Xangô que apagou a chama das tochas. No escuro, corri como nunca e fiz a última coisa que a filha de Oxossi esperava de mim, mergulhei no buraco que levava a fossa da taverna, saindo mais adiante, coberto de dejetos dos pés a cabeça, na fossa da casa vizinha.
Mani me alcançou no caminho e corremos pela noite, enquanto eu tinha certeza que dentro em breve ele perceberia que eu não estava mais dentro da taverna escura. Vamos embora amanhã e eu realmente peço que Oxalá, Xangô e todos os santos impeçam que ela me alcance antes.
As moedas que coletei nesta cidade ao menos vão nos manter na viagem por mais algum tempo, e quem sabe, impedir que ela arranque meu coração quando e se finalmente, um dia me pegar.
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Franco terminou de arrumar os mantimentos no Fallacia e suspirou cansado enquanto limpava as gotas de suor que insistiam em rolar de sua testa. Voz da Terra alimentava a fornalha e assobiava. Franco estranhava como os assobios do elfo lhe pareciam sempre mais do quê canções, quase como se ele conversasse através deles. Talvez isto explicasse por quê o Elfo não falava língua de humanos direito, talvez só sentisse a vontade quando se expressava através de assobios.
Brisa havia se tornado extremamente solícito, quase como se o Meio Avariel estivesse agindo como um serviçal dos companheiros, ajudou Kumai a carregar dois barris de cerveja de boa qualidade sem reclamar e ainda cortava lenha para que Voz da Terra não cansasse os braços.
Kumai havia retornado de sua segunda noite bastante assustado e quieto, passou horas tomando banho antes de dormir e não saiu de casa antes que tivessem dito que a nave estava prestes a partir. Ainda assim, cobriu-se com um longo manto feito ás pressas com as cobertas do local onde dormiram, e Mani seguiu a frente vigiando o caminho.
Após Fallacia estar completamente carregado, Harumi comparou mapas de navegação com as suas próprias anotações de como funcionava a nave, e tentou traçar um planejamento, gritava ordens aos companheiros enquanto ela mesma manejava o leme que daria direção a nave.
Franco, faça as hélices girarem, Kumai, desamarre os laços, essa rajada de vento vai ser o suficiente pra dar o impulso necessário pra seguir viagem
Assim que Kumai soltou as amarras, o Fallacia começou a subir lentamente, passando pelas torres fumacentas dos Gnomos e ganhando os céus, as hélices movidas a vapor faziam com quê a nave voasse adiante enquanto o balão de ar quente fazia com que a nave subisse cada vez mais alto. Enquanto olhavam a cidade se distanciando, alguns imaginavam que esta era a sensação que os cavaleiros de Grifo ou os pássaros tinham. Brisa sentia que estava bem mais próximo de seus parentes Avariel, e Kumai via a cidade com o alívio momentâneo de uma presa que acaba de escapar de seu predador natural.



Yá Kamorodé



Fallacia



Um conto sobre duvidas, caminhos e descobertas.

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