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quarta-feira, junho 04, 2003

 
Dançando nas Nuvens

Era tarde da noite do segundo dia de vôo no Fallacia. Franco e Harumi revezavam o comando, alternando turnos de sono com turnos na direção. O Paladino dirigia despreocupadamente a nave enquanto bebia uma caneca de cerveja que Kumai havia lhe oferecido. Voz da Terra havia desistido da idéia de beber ao aproximar a caneca de seu nariz e sentir o cheiro forte da bebida, acabando por permanecer no convés apenas observando a noite estrelada e sem lua
Voz da Terra eu queria te fazer uma pergunta, aliás duas, se me permite. Qual seu verdadeiro nome? Não sei muito sobre elfos, mas sei que vocês dão nomes as suas famílias como nós humanos.
A cerveja fazia com que as palavras fluíssem mais fácil e despreocupadamente. Kumai tocava em seu berimbau algo leve, e seu canto passava um tom de solidão e saudades, apesar de estar em sua língua natal.
Yamitingarê. família de Voz tinha este nome por causa de noites que lua brilha cheia no céu. Quando a luz vem presentear os meus com conhecimento e força
Voz sentia-se por algum motivo, próximo àquelas pessoas. Imaginava que há alguns dias antes, teria respondido de forma seca e breve, para evitar o contato. Talvez os espíritos soubessem o que faziam quando lhe mandaram ensinar alguém. Havia aprendizados para o Aíbayuri. E a proximidade fazia com que este sentisse mais vontade de tentar entender o que os companheiros esperavam quando perguntavam algo, em vez de simplesmente dar a resposta que daria a um espírito.
Mortais e Espíritos esperavam coisas muito diferentes de sua existência.
Mortais e espíritos esperavam respostas diferentes quando faziam uma pergunta a alguém.
Meus familiares elfos me chamavam de Teremguá, mas este nome não cabe mais. Sou mensageiro dos espíritos da natureza, por isso sou Voz da Terra. E este nome é o nome mais verdadeiro que posso ser chamado
Que seja Voz da Terra. Mas me diga, por quê não lutou contra o escorpião no dia em que Gravsten morreu?
Aquela luta era sua, não minha.
Como minha? O Escorpião já havia destruído diversos Assírios, e teria destruído todos nós se Kumai não tivesse dado cabo dele com sua bruxaria.
Bruxaria não... são os favores dos Orixás.
Kumai parou de tocar e rosnou pra Franco e sua ignorância.
Chame como quiser. Não conheço os deuses de sua gente.
O escorpião é totem seu, totem caprichoso. Se não volta veneno contra outros, volta contra si mesmo. E você era o alvo.
Não entendo o que diz quando fala em totem. Mas afinal o que queria ele comigo?
Provar se você merece a benção. Se você sobrevive ao ataque, merece.
E qual seria a benção que recebi deste escorpião?
Franco tentava tomar cuidado com as palavras, pois achava tudo aquilo um absurdo, mas não queria ofender a crença do elfo.
A forma como pensa, como critica coisas em volta. Culpa e agressividade. São presentes do escorpião.
Mas eu sou assim desde que me lembro, desde a mais tenra idade.
O Escorpião te acompanha desde que nasceu.
Então ele sempre me acompanhou e só quis me testar agora?
Sim.
Voz sorria das perguntas de Franco, como se fosse uma criança que não entende o mais básico da vida. Perguntava coisas que Voz sabia desde sempre. Será que nenhum humano era perceptivo a questões espirituais? Será que só elfos eram? Será que os únicos xamãs eram ele e Brisa?
Um ruído distante alcançou os ouvidos de Voz que fez sinal com a mão, pedindo silêncio.
Kumai sentiu algo estranho no ar e deu um leve assopro em direção a um lampião que fez com quê todos os lampiões da nave apagassem, na esperança de quê na escuridão, a embarcação passasse desapercebida. Franco sacou a Besta pesada e armou um virote procurando algum alvo na escuridão, mas seus olhos de humano não podiam ver apenas com a tênue luz das estrelas como faziam os do elfo.
O Xamã subiu no apoio do Fallacia forçou ao máximo seus olhos tentando observar algo na escuridão. Ouvia barulho de asas fortes e pesadas. Definitivamente não era um pássaro. Mesmo um pássaro grande como uma harpia ou um condor não fariam um barulho tão forte.
Sentiu-se tentado a pedir ajuda de um espírito, mas não sabia como os espíritos reagiriam, afinal, ele havia sido escolhido para ensinar Brisa, portanto era, em parte, culpado pelo crime de seu aprendiz.
Arriscou pedir auxílio a um espírito familiar, a pequena sílfide que guiava suas flechas. Assobiou um chamado e deixou sua mente livre para que a elemental do ar se comunicasse com ele. A resposta da sílfide foi breve e contundente. Voz sentiu que seria ajudado, pois os espíritos deviam algo a ele. Mas a Pequena elemental deixou-lhe claro que o pedido de perdão de Brisa não poderia se demorar mais nem um dia.
Voz consentiu que faria o garoto fazer este ritual o mais breve possível. E a elemental do ar voou para conseguir a informação que o elfo desejava.
Voz da Terra recebeu em sua mente palavras aleatórias e uma breve imagem. Um lagarto alado com um gigante nas costas. O gigante era sem dúvida um Assírio, mas tinha as feições sombrias, pele seca e enrugada, e não tinha uma parte do rosto.
Alguém acorde Harumi e Brisa. Nós teremos problemas…
Kumai correu pra dentro da cabine enquanto murmurava a saudação a Xangô, pedindo auxílio na batalha e força. Franco esbravejou contra o Aíbayuri.
Afinal, o quê você viu elfo?
Um morto sobre uma fera. Não vão atacar diretamente, só querem furar o balão. Aqui em cima, somos presa fácil.
Então eu vou lá em cima proteger o balão. Peça pra Harumi dirigir a nave.
Franco desprendeu rapidamente sua armadura, ficando apenas com a proteção de algodão cru e couro que forrava a cota de placas. Prendeu firme a besta nas costas, a espada no cinto e começou a subir em direção a escuridão da noite sem lua.



Wyvern

Um conto sobre duvidas, caminhos e descobertas.

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