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domingo, junho 15, 2003

 
Um por todos

Brisa dormia profundamente, encolhido num canto perto da caldeira, estava desacostumado a dormir sem Furioso e sentia mais frio que os outros. Rolava de um lado para outro murmurando resmungos incompreensíveis para Harumi que estava ao seu lado, mas acordada. A elfa sentiu um pressentimento ruim durante a noite e tentava se acalmar banhando os pés em água quente quando Kumai entrou assustado na cabine. O Dançarino se encantou com a forma com quê os cabelos de Harumi, pela primeira vez soltos, escorriam por seu ombro da mesma forma que a água quente escorria por seus pés. A pele clara da elfa parecia brilhar diante da luz tênue da fornalha que iluminava toda a cabine. E seus olhos não escondiam o desconforto que a presença do bardo lhe causou.
É falta de educação entrar sem bater. E ficar me observando com esses olhos arregalados também não é nada delicado. Por quê a pressa afinal de contas? Harumi falava num tom de escárnio tentando convencer a si mesma que o pressentimento que sentiu durante seus sonhos não passava de um pressentimento.
Algo está voando em nossa direção, provavelmente um Assírio. Franco pediu pra você dirigir a nave. E acho que ele vai precisar da nossa ajuda…
Harumi praguejou contra sua intuição, e pediu aos seus ancestrais Bayushi, talvez inconscientemente, talvez mais por desabafo do quê como um verdadeiro pedido, que não tivesse mais premonições assim. Amarrou o cabelo rapidamente e correu ao convés do Fallacia com seus sai pendurados entre as dobras de um kimono de seda esvoaçante.
Brisa acordou logo em seguida assustado, tentando entender o quê ocorria a sua volta.
Acorde rapaz, teremos problemas… eu vou assim que terminar com esta fornalha Kumai riscava, às pressas, símbolos sagrados no chão enquanto murmurava a saudação a Xangô. Brisa levantou o escudo remendado, a lança e correu para o convés prometendo a si mesmo que desta vez ele não seria um completo inútil, seja quem fosse o inimigo.
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Franco subiu ao topo e calculou que o Wyvern estaria se lançando contra o balão em alguns segundos. Enrolou a perna em volta de uma das cordas que sustentavam o peso da nave e pediu que a deusa emprestasse sua força às amarras para que este não caísse e sua pureza à espada, para que pudesse ferir o morto vivo. Empunhou a arma e esperou o choque inicial. A espera de um ataque de carga é sempre angustiante, pois o defensor sabe que vai doer, e muito, mas sua única chance de êxito é aguardar e se mover apenas na hora exata. Mesmo que isso signifique ficar impassível diante de um Wyvern voando em sua direção.
Voz da Terra atirava contra o monstro na esperança de parar seu ataque, porém o volume de ar que suas asas moviam, impedia que as flechas do elfo o atingissem, mesmo a elemental do ar não podia ultrapassar a barreira. Voz da Terra, mais uma vez, engoliu a frustração e procurou estar preparado pra quando o monstro estivesse vulnerável.
Franco já podia ouvir as asas do réptil e seus olhos fitavam os olhos do cavaleiro, seus pés vacilantes procuravam manter alguma firmeza no piso flácido do balão e as canecas de cerveja que havia tomado faziam com que seus músculos respondessem aos seus comandos de forma atrasada e fraca. Deu um passo à frente e sentiu seu peso deformando o balão. O Wyvern parou de bater as asas e mergulhou com as garras em direção ao alvo. Franco deu mais um passo hesitante e se pôs, resignado entre a fera e a nave.
Deusa…
O Guincho da fera ardeu nos ouvidos do Paladino enquanto este caía em direção à escuridão. A corda o segurava de ponta cabeça ao lado do balão e as setas da besta caiam de sua aljava. Franco juntou coragem e numa fração de segundos, olhou pra própria mão e viu que esta estava inteira, apesar de sua espada estar cravada na pata esquerda do dragão. O golpe fez com que a besta perdesse o controle do vôo e mudasse de direção, salvando o Fallacia. Mas em questão de segundos ela faria meia volta e retornaria para uma nova investida. Harumi segurou o timão da embarcação e tentou se concentrar nos movimentos da fera, sabia que as hélices podiam mudar rapidamente a nave de direção e contava com isso para salvar a vida de todos.
A criatura deu a volta e seguiu por baixo do Fallacia, Voz da Terra preparava a flecha mas não tinha ângulo para acertá-la, pois a mesma estava protegida pelo casco do Fallacia. O Cavaleiro ficou de pé sobre as costas do Wyvern e agarrou uma das bordas da nave, precipitando-se pra dentro do convés.
Franco, ainda pendurado de ponta cabeça, sacou a besta e mirou na cabeça do assírio, mas o Wyvern parecia um perigo maior. Só lhe sobrara uma única seta que estava armada a besta e Franco tinha de escolher bem seu alvo, esticou o máximo que pode seu braço e tentou mirar na direção de onde imaginou que o Wyvern surgiria quando subisse novamente.
Voz da Terra atirou duas, três flechas contra o morto vivo, que penetravam sua carne, mas pouco efeito tinham sobre o mesmo. O Gigante sacou uma cimitarra de mais de um metro e meio de comprimento, coberta de ferrugem e sangue seco e armou um golpe contra o tecido do balão, mas um jato de chamas irrompeu de trás do Xamã e acertou o peito do inimigo, que vacilou e deu alguns passos pra trás.
Tira essa espada dele, se eles furarem…
Kumai foi interrompido por um solavanco que o arremessou contra o apoio da nave, praticamente o jogando pra fora. Harumi havia manobrado violentamente para tirar o balão do alcance do segundo ataque do Wyvern, que grunhiu furiosamente e preparou meia volta para uma terceira investida.
O Árabe tentou se recompor quando Kumai acertou um chute no seu pulso, fazendo com que a cimitarra voasse a alguns metros no convés. O Gigante levantou os braços na direção do Filho de Xangô para esmagá-lo, mas quatro flechas em sequência se cravaram em seu rosto fazendo com que este recuasse novamente, dando chance de Kumai saltar pra longe de seu alcance.
Brisa observou a situação e o desespero tomou sua mente. Mesmo lutando em conjunto, cedo ou tarde seriam vencidos. Forçou sua mente a pensar como soldado e tentar achar uma forma de sair daquela situação, observou atrás do morto vivo, no chão do convés, um rolo de corda que segurava a âncora do Fallacia quando este tinha que ficar preso ao chão. Era uma idéia arriscada mas poderia dar certo.
Me consigam uma distração!
Kumai titubeou mas decidiu confiar no meio avariel, encher as mãos com duas bolas de fogo e arremessou no rosto do morto vivo... aproximando-se o suficiente para que o mesmo pudesse agarrá-lo. O gigante estendeu as mãos em direção a Kumai e caminhou em sua direção.


Assírio Morto-vivo


Um conto sobre duvidas, caminhos e descobertas.

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