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Trilhando quatro caminhos espirituais Toca | Envie sua missiva
     

sexta-feira, agosto 01, 2003

 
Lembranças

Os braços de Franco tremiam enquanto ele tentava fixar a mira num ponto vazio do céu. Contava que o Wyvern tentaria uma nova investida, saindo de baixo do casco da nave para evitar que Harumi o percebesse. Se por acaso viesse por cima, a elfa dourada talvez conseguisse perceber o ataque a tempo de evitar as garras do monstro.
A cada solavanco, Franco se arrependia da cerveja que havia bebido com o dançarino e forçava seu estômago a controlar a ânsia que sentia. Ouvia os gritos dos companheiros no convés, mas sentia que apenas ele poderia dar cabo da fera voadora.
A besta permanecia armada quando o Wyvern surgiu debaixo do casco, apesar de seus reflexos entorpecidos pela bebida, o paladino mirava em direção a cabeça do dragão.
Franco treinava tiro quatro horas por semana nos tempos que vivia no mosteiro dos homens puros da inquisição, e acreditava que poderia acertar mesmo nessas condições.
A seta deslizou por entre as fortes rajadas noturnas de vento e errou seu alvo, acertando a asa direita do dragão e abrindo um furo ao passar através dela.
A criatura guinchou e recolheu a asa. Seus guinchos mudaram de agonia a desespero quando começou a despencar e abriu-a novamente, porém o ferimento a impedia de mantê-la aberta. Seus guinchos ecoavam nos ouvidos de todos enquanto o monstro lentamente, brigando com sua própria asa para mantê-la aberta, ia sumindo na escuridão
Brisa se esgueirou por trás do morto vivo contando com Kumai para atrair sua atenção. O Bardo lançava chamas e Voz da Terra atirava flechas no rosto do Assírio. Sua pele e sua carne derretiam com o calor, porém suas pernas continuavam a se mover indiferente ao fato que seu corpo estava sendo destruído.
Kumai se aproximou tentando atraí-lo, porém, a súbita velocidade do monstro o pegou desprevenido. A criatura agarrou seu braço e puxou o corpo do bardo com sua força descomunal e rangeu os dentes permeando o ar.
Brisa correu até a corda que prendia a âncora e lançou sobre o pescoço do morto vivo, dando uma volta em torno deste, correu até a alavanca para soltar a âncora e arremessar o vilão, porém iria matar o bardo também.
O Bardo tentou afastar o corpo dos dentes da fera, mas não tinha força pra tanto, gritou, socou o peito do morto vivo em vão e levantou as chamas que já queimavam sua carne o mais forte e intenso que pode, mas a criatura se recusava a cair.
Porém o braço da mesma explodiu, e permitiu que o bardo se afastasse e olhasse pra trás. Vendo Voz da Terra com a mão estendida e fumegante em direção ao assírio.
Brisa, a âncora!
O Meio elfo puxou a alavanca que soltou a âncora, arrastando consigo a corda, que arrastou consigo o corpo do assírio que foi arrastado pelo convés até a borda e despencou para juntar-se ao Wyvern.
Como você fez isso Voz? Quê espírito que te concedeu este favor?
Brisa perguntava assustado e empolgado com as habilidades que Voz demonstrava cada vez mais.
Não sei. Mas sei que espírito algum estava comigo neste momento.
Você já fez isto antes?
Que eu me lembre não.
Harumi surgiu correndo entre eles e ajudou Kumai a se levantar. todos estão bem?
Eu sinceramente poderia estar numa situação mais agradável, mas não posso dizer que estou gravemente ferido, apenas atordoado. Mas agradeceria se uma boa alma pudesse auxiliar-me a sair daqui.
Franco procurava manter-se calmo enquanto os companheiros subiam pelas cordas para soltá-lo.
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Franco sentou-se apoiando as costas num barril d´água e suspirou enquanto procurava traçar o plano de ação do grupo
Mortos vivos como aquele não tem mente própria, são utilizados como ferramenta de ataque. O que significa que alguém, provavelmente algum Assírio, está atrás de nós.
Não apenas atras de nós, como também atrás do mapa, mais um motivo para seguirmos o mais rápido possível, porem com o dobro da cautela.
Voz da Terra permanecia dependurado como um gato, olhando a corda da âncora, tentando distinguir na escuridão da noite se o Assírio ainda estava preso ao Fallacia.
Eu falo com espírito do morto e encontro quem quer mapa. Preciso também fazer algo pro Brisa, e tem que ser lá embaixo.
Harumi franziu a sobrancelha deixando claro que desaprovava qualquer atraso a viagem.
Podemos perder tempo precioso se descermos agora e ficarmos procurando os corpos, está escuro e talvez só encontremos algo pela manhã.
ainda assim, é interessante saber quem está atrás de nós. Ainda que seja apenas para tomarmos cuidado onde estamos nos metendo. Alem do mais, quero minha espada de volta.
Espero que sua espada valha perdermos quase um dia de viagem. Se chegarmos aos portos, e o mapa já tiver sido passado adiante…
Harumi respirou fundo, controlou-se, virou as costas e trancou-se dentro da cabine.
Brisa limpava a ferida no braço de Kumai e sentiu-se incomodado ao citarem seu nome.
O que eu deverei fazer lá embaixo Voz?
Pagar sua dívida.
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Harumi trancou a porta atrás de si para garantir o mínimo de privacidade, retirou duas pequenas estatuetas da mochila, uma tigela de barro, um pergaminho enrolado em seda vermelha e dois bastões de incenso de canela.
As estátuas se assemelhavam a guerreiros élficos com armaduras de tiras e preparados para batalha, A Elfa abriu o pergaminho e recitou uma pequena prece entre os lábios enquanto acendia o incenso no lampião preso a parede.
Que os espíritos de meus ancestrais me auxiliem a encontrar os caminhos que me foram designados. E me lembrem dos motivos que me trouxeram ao local onde estou agora.
Harumi fechou os olhos e deixou que as imagens invadissem sua mente. As visões percorriam pelo passado conturbado da elfa. Procurando treinamento em magia, escondida de seus pais.
Sua família era descendente direta do fundador de seu clã, o clã do escorpião. E isto trazia enormes responsabilidades aos seus filhos.
Entre os Hijin, a forma como os Elfos dourados chamam a si mesmos, O Seu clã era conhecido pela arte da intriga e pela incumbência de fazer aquilo que era necessário, mas não poderia ser feito pelos de sangue real.
Entre a família dos Bayushi, a primeira filha nascida era, invariavelmente, enviada para a escola de Cortesãs. Porém, a idéia de viver a vida da nobreza, utilizando o corpo e a beleza como arma, nunca atraiu harumi. Desde pequena ela corria como o vento, passava horas observando os monges treinando katas e sonhava em tornar-se senhora do ar e voar como faziam os estudantes da escola Soshi de Shugenjas. Harumi era bela e sedutora, mas não carregava consigo a inclinação a traição e a mentira, que eram naturais e incentivadas na vida de uma cortesã.
A elfa procurou de todas as maneiras ao seu alcance livrar-se deste legado. Procurou convencer seus pais que tornando-se uma Shugenja na escola Soshi, poderia compensar com conhecimento e misticismo as habilidades que aprenderia como cortesã.
Seus pais diziam que este não seria seu futuro, que as tradições da família Bayushi eram claras. A primeira filha aprenderia etiqueta e sedução. Aprenderia a mentir da forma mais sincera possível e a fazer com quê seus inimigos falassem aquilo que não pretendiam dizer. Aprenderia a evitar assuntos polêmicos, nem concordando nem discordando para manter sua imagem pra ambas as partes, e sobretudo, aprenderia a conhecer as fraquezas de seus inimigos e a utilizá-las contra eles.
Este seria seu legado como Bayushi, mas Harumi conhecia a si mesma e não acreditava em sua capacidade de dissimulação. Harumi via para si um futuro diferente, tornar-se um mero objeto decorativo da corte, ser escolhida como esposa por um Samurai de pouca ambição, mais interessado numa mulher ornamental do quê uma companheira. E Em breve, Harumi deixaria de ser um indivíduo para tornar-se uma posse, uma propriedade de alguém.
A elfa Hijin não esperou que seu treinamento como cortesã terminasse e sua mão fosse prometida a algum Samurai qualquer. Também não esperou que um Belo Elfo surgisse sobre um cavalo branco e a levasse pra longe desta vida de mentiras e decepções.
A Elfa utilizou de suas aulas como cortesã, engoliu seus escrúpulos e convenceu um estudante Soshi a dividir com ela seus conhecimentos, utilizando de todas as promessas de recompensas físicas que ela pôde, ainda que se esquivasse de todas as oportunidades de cumprir essas promessas.
Quando isto já não era mais o suficiente, Harumi utilizou de seus parcos conhecimentos em ilusões para permitir sua entrada na Escola Soshi como uma visitante. Não podia assistir a todas as aulas, mas pôde dedicar seus estudos as artes que mais lhe atraiam. Ar, Mente, Água, Teorias Místicas, Tempo...
Seus conhecimentos acerca do mundo aumentavam na mesma proporção que seu péssimo desempenho na escola de cortesãs atraía a atenção de sua família.
Seu pai, Bayushi Maru, um senhor rigoroso porém complacente, chamou sua filha para conversar e decidiu que sairia desta conversa com uma justificativa e uma solução para o problema.
O restante da família, receosos da severidade do pai e da personalidade difícil de Harumi, temia que nada de bom sairia desta discussão.
Após quatro horas, Bayushi Maru saiu da sala e anunciou a família que harumi iria viajar para o ocidente em missão secreta para o clã do Escorpião, e que só voltaria a terra dos Hijin quando a viagem tivesse alterado sua perspectiva do mundo e lapidado sua mente juvenil e fantasiosa em dedicação e vontade para com os afazeres dos Bayushi.




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